Começando por recordar que, dentro de pouco menos de 300 dias, os europeus irão às urnas, Ursula Von der Leyen recorda o trabalho realizado entre outras, em matérias como o Pacto Ecológico Europeu

a transição digital e o Instrumento Europeu de Recuperação, e as medidas que a Comissão se propõe realizar em matérias como o setor europeu da energia eólica, inquérito anti subvenções relativamente aos veículos elétricos provenientes da China, definição de normas mínimas a nível mundial para uma utilização segura e ética da IA,
diálogo estratégico sobre o futuro da agricultura na UE, etc. Na área económica e social elenca três grandes desafios para a indústria no próximo ano:
- Insuficiências de mão de obra e competências, para o que será convocada nova Cimeira de Parceiros Sociais;
- Elevada inflação persistente, propondo-se replicar o modelo alcançado no gás noutros domínios, como as matérias-primas críticas ou o hidrogénio limpo;
- Melhoria da forma de fazer negócio - as pequenas empresas não têm capacidade de lidar com procedimentos administrativos complexos, sendo prejudicadas por processos morosos, propondo-se a designação de um representante da UE para as PME. Aceda ao Discurso aqui.
Num artigo intitulado “O Estado da União visto pela CIP”, a Confederação Empresarial de Portugal analisa o discurso de Ursula Von der Leyen, salientando que “perante a incerteza económica que vivemos, os caminhos indicados pela líder europeia devem servir de sinalização para as escolhas que a UE vai seguir nos próximos tempos. Genericamente, verificamos que há uma clara preocupação com a parte económica e a competitividade das empresas — que esteve ausente nos discursos anteriores —, bem como a intenção de colocar sobre a mesa várias ideias de médio prazo”.
Aceda ao comentário da CIP aqui.
Newsletter de 19/09/2023