A ANIMEE manifestou, junto da Direção-Geral de Economia e de decisores europeus, a sua preocupação face ao inquérito de salvaguarda sobre as importações de produtos laminados planos,

de grãos orientados, de aço ao silício, denominado «magnético», (GOES), matéria-prima essencial para o fabrico de transformadores.
Representando os produtores e também os utilizadores industriais de transformadores, a Associação sublinha que estes equipamentos são críticos para a modernização das redes elétricas, a integração de energias renováveis e a segurança de abastecimento, pelo que qualquer medida que encareça ou limite o acesso ao GOES terá impactos diretos na transição energética.
Alinhada com a posição da T&D Europe, a ANIMEE considera que o processo não demonstra de forma convincente a existência de distorções que justifiquem medidas de salvaguarda, salientando que o aumento das importações reflete sobretudo um défice estrutural da produção europeia face a uma procura crescente.
A Associação alerta ainda para o risco de consequências contraproducentes: ao fragilizar a indústria europeia de transformadores, eventuais restrições ao GOES poderão reforçar a dependência de equipamentos importados, num contexto de crescente pressão competitiva de países terceiros. Aliás, esta mesma questão já se coloca com o Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (CBAM - Carbon Border Adjustment Mechanism) que também inclui o GOES, não abrangendo os transformadores.
Neste enquadramento, a ANIMEE defende uma abordagem equilibrada de política industrial e comercial, que salvaguarde toda a cadeia de valor e contribua para reforçar simultaneamente a base industrial europeia, incluindo a indústria metalúrgica, a autonomia estratégica e os objetivos da transição energética.
Newsletter 15/05/2026

